Esta obra surpreendente de Sebastiana Fadda consegue demonstrar, de forma cabal e “pelo absurdo”, a vitalidade do teatro português contemporâneo. Longe de ser apenas um estudo académico, o livro constitui-se como uma vasta e esclarecedora panorâmica da criação teatral no último pós-guerra em Portugal.
A autora escolheu como objeto do seu estudo uma das duas correntes dramáticas dominantes na década de 60, o Teatro do Absurdo, e demonstra como este género encontrou expressão significativa em território nacional. Entre os representantes mais ilustres do género, Fadda destaca nomes como Miguel Barbosa, Hélder Prista Monteiro, Jaime Salazar Sampaio, Augusto Sobral, Fiama Hasse Pais Brandão, Manuel Grangeio Crespo e Vicente Sanches.
Com prefácio de Luiz Francisco Rebello, uma figura incontornável do teatro português, a obra não se limita a uma análise temática ou cronológica restrita, mas sim a um
exaustivo e profundo olhar sobre a forma como a estética do absurdo, com as suas marcas de incomunicabilidade e insensatez, se manifestou e coexistiu com outras formas de linguagem e discurso teatral em Portugal.
É um livro essencial para quem procura compreender as raízes e a evolução da dramaturgia moderna portuguesa.
«Nos últimos 40 anos, centenas de companhias profissionais e amadoras levaram à cena em Portugal os dramaturgos tutelares do designado Teatro do Absurdo, como Samuel Beckett, Eugène Ionesco, Fernando Arrabal, Jean Genet, Arthur Adamov e Jean Tardieu.
Este livro trata da recepção pública e crítica deste género teatral entre nós, e da emergência dos seus principais epígonos nacionais, Miguel Barbosa, Helder Prista Monteiro e Jaime Salazar Sampaio.
Com inesperada exaustividade, Sebastiana Fadda dá-nos também uma cronologia das representações, as fotografias de palco, a crítica de imprensa, os programas e os cartazes de dezenas de espectáculos que ficaram na memória colectiva, além de uma brevíssima história da Censura.»
«Este livro é supreendente. Sebastiana Fadda consegue demonstrar “pelo absurdo” a vitalidade do teatro português contemporâneo. Escolhendo para objecto do seu estudo (..) uma das duas correntes dramartúgicas entre nós dominantes na década de 60.
“O Teatro do Absurdo em Portugal” ultrapassa largamente essa fronteira temática e cronológica, para se constituir numa panorâmica da criação teatral no último pós-guerra.»
Estado: Bem conservado