Jogos da Idade Tardia / Luis Landero

Juegos de la edad tardía , romance de estreia de Luis Landero, apareceu em 1989 e valeu ao autor, no ano seguinte, o Prémio da Crítica e o Prémio Nacional de Narrativa, consagrando-o de imediato como uma das vozes mais originais da ficção espanhola do último quartel do século XX.

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Descrição

Juegos de la edad tardía, romance de estreia de Luis Landero, apareceu em 1989 e valeu ao autor, no ano seguinte, o Prémio da Crítica e o Prémio Nacional de Narrativa, consagrando-o de imediato como uma das vozes mais originais da ficção espanhola do último quartel do século XX. Landero, nascido em Alburquerque, na província de Badajoz, em 1948, veio de uma família camponesa extremenha emigrada para Madrid, foi guitarrista profissional antes de se dedicar às letras e leccionou literatura na Universidade Complutense. Esta obra inaugural, que conheceu dezenas de edições na década seguinte à sua publicação, é hoje tratada como um clássico contemporâneo da língua castelhana.

O protagonista é Gregorio Olías, empregado de escritório de quarenta e seis anos numa empresa de azeites e vinhos, casado com Angelina e instalado numa rotina sem relevo. Órfão, fora educado pelo tio Félix, que lhe transmitira a noção de «afán» — o desejo de ser um grande homem e de realizar grandes obras, com a glória e a dor que daí decorrem. A vida de Gregorio altera-se quando começa a receber os telefonemas de Gil, caixeiro-viajante da mesma empresa perdido pelas províncias e ávido de notícias da cidade. Perante um interlocutor que nada pode verificar, Gregorio inventa uma metrópole imaginária e, sobretudo, inventa-se a si próprio: passa a ser Augusto Faroni, poeta influente e figura de lenda, que aceita Gil como discípulo.

A ficção cresce até se tornar incontrolável, e o anúncio de que Gil se prepara para vir finalmente conhecer o mestre precipita o protagonista numa espiral de novas mentiras. Landero trabalha, com uma prosa densa e um humor melancólico, a distância entre o que se é e o que se imaginou ser, servindo-se da tradição picaresca e do folhetim popular para interrogar a própria natureza do acto de narrar. Obra fundamental para quem se interessa pela narrativa espanhola contemporânea e pelas ficções construídas sobre a impostura e o desdobramento da identidade.


RBA Editores, 1995. Com 423 p.; 21 cm; Capa dura
[Muito bem conservado]

Estado: Bem conservado

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