Só / António Nobre
A obra “Só”, de António Nobre, é um marco incontornável da literatura portuguesa, uma joia rara do simbolismo e do decadentismo finissecular que continua a fascinar leitores pela sua profundidade emocional e inovação poética.
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Descrição
A obra “Só”, de António Nobre, é um marco incontornável da literatura portuguesa, uma joia rara do simbolismo e do decadentismo finissecular que continua a fascinar leitores pela sua profundidade emocional e inovação poética.
Sinopse Erudita
Publicado originalmente em Paris, em 1892, o “Só” é o único livro de poesia que António Nobre editou em vida.
A obra funciona como um diário confessional e uma autoficção, onde o sujeito poético se fragmenta nas memórias da infância e da terra natal, contrastando-as com a dura realidade da vida adulta, marcada pela solidão e pela desilusão.
O livro é permeado por uma melancolia profunda, um pessimismo de fim-de-século e uma saudade lancinante, que ecoam a “dor de existir” típica do simbolismo.
Nobre exprime os seus estados de alma de sofrimento, tristeza e ausência através de uma linguagem rica, que concilia, de forma singular, um rigor métrico notável com a introdução do coloquialismo e de um tom quase prosaico, algo inovador para a época.
A presença constante da morte e da passagem inexorável do tempo reforça a sensação de efemeridade da vida e a busca por um sentido que parece inalcançável. O poeta desnuda-se emocionalmente, revelando fragilidades e anseios, transformando a dor pessoal em arte universal e estabelecendo-se como um precursor do modernismo português, com visíveis nexos de continuidade em autores como Mário de Sá-Carneiro.
Ficha Técnica
Título: Só
Autor: António Nobre
Editora: Livraria Tavares Martins
Local de Publicação: Porto
Ano de Edição: 1966
.Páginas: 219 páginas
Detalhes
- Autor/a:António Nobre






