Sentinela Inútil / René Hardy

A 7 de setembro de 1943, às seis horas da manhã, o submarino italiano Moro, perseguido e danificado por um ato de sabotagem, é forçado a fazer escala no porto neutro de Tânger.

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Descrição

Sentinela Inútil é um romance de René Hardy (1911–1987), escritor e resistente francês cuja vida foi marcada pela controvérsia — acusado e absolvido duas vezes de ter traído Jean Moulin, líder da Resistência, perante a Gestapo, Hardy carregou até à morte uma sombra que nunca se dissipou completamente. A sua obra literária, profundamente marcada pela experiência da guerra, da clandestinidade e da suspeição, explora os territórios da culpa, da lealdade e da solidão com uma intensidade que só a experiência vivida pode conferir.

Neste romance, o título evoca a figura de quem vigia sem utilidade — gesto absurdo e heróico que resume a condição de muitos combatentes confrontados com a desproporção entre o seu esforço e os resultados obtidos. Hardy escreve com a contenção e a gravidade de quem conhece o peso das palavras e das acções, construindo uma narrativa que interroga o sentido da resistência quando as circunstâncias parecem condená-la à inutilidade.

Obra destinada a leitores de ficção francesa de guerra e de resistência, a interessados na história da Segunda Guerra Mundial e a coleccionadores de autores cuja vida e obra se entrelaçam de forma inseparável e perturbadora. Um romance que se lê com a consciência de que por trás da ficção se esconde uma das histórias mais controversas da Resistência francesa.




Europa-América, 1961. Com 303 p.; 19 cm; Broch.
[Com ligeiros sinais de manuseamento e bem conservado]

Estado: Bem conservado

Detalhes