Paula / Isabel Allende
Paula, com um forte cunho autobiográfico, é uma das obras mais intensas de Isabel Allende, que nos faz revisitar o universo mágico dos seus primeiros romances. Paula, a filha da escritora, adoeceu gravemente, entrando pouco tempo depois em coma.
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Descrição
Paula é a obra mais pessoal e comovente de Isabel Allende, escrita entre 1991 e 1992 junto à cama de hospital da sua filha Paula, que caíra em coma na sequência de uma crise de porfiria. O livro nasceu como carta à filha inconsciente — um relato da história familiar destinado a recebê-la quando despertasse — e transformou-se, após a morte de Paula, num memorial de amor, de perda e de memória que é simultaneamente autobiografia, crónica familiar e meditação sobre a vida e a morte.
Allende percorre três gerações de mulheres da sua família, desde o Chile dos avós até ao exílio na Venezuela e na Califórnia, entrelaçando a narrativa da doença de Paula com recordações da infância, do golpe militar de 1973, dos anos de exílio e da construção de uma vida nova nos Estados Unidos. A prosa é de uma intensidade e de uma honestidade que dispensam artifícios, e a dor que a atravessa é transfigurada pela qualidade literária e pela generosidade com que a autora partilha o que de mais íntimo e doloroso viveu.
Obra essencial para admiradores de Isabel Allende e para leitores de memórias e literatura confessional. Um dos grandes livros da literatura autobiográfica contemporânea, que comove e ilumina em partes iguais, transcendendo o luto pessoal para se tornar reflexão universal sobre o amor entre mães e filhas.
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Difel, 2004. Com 368 págs.; 23 cm; Broch.
[Bem conservado]
Estado: Bem conservado
Detalhes
- Autor/a:Isabel Allende






