Os Sequestrados de Altona / Jean-Paul Sartre
«Os Sequestrados de Altona», estreada em 1959, é uma das peças mais densas e tardias de Jean-Paul Sartre. Escrita em pleno contexto da Guerra da Argélia — embora deslocada para a Alemanha do pós-guerra —, é um drama sobre a culpa coletiva, a transmissão da violência entre gerações e a impossibilidade de fugir à História pela via do isolamento.
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Descrição
«Os Sequestrados de Altona», estreada em 1959, é uma das peças mais densas e tardias de Jean-Paul Sartre. Escrita em pleno contexto da Guerra da Argélia — embora deslocada para a Alemanha do pós-guerra —, é um drama sobre a culpa coletiva, a transmissão da violência entre gerações e a impossibilidade de fugir à História pela via do isolamento.
Frantz von Gerlach, antigo oficial da Wehrmacht responsável por atos de tortura na frente russa, vive há treze anos encerrado num quarto da mansão familiar em Altona, recusando ver a Alemanha reconstruída. Convive apenas com a irmã Léni e com fotografias de chimpanzés a quem dirige longos discursos justificativos, convencido de que a Alemanha foi destruída e de que ele próprio assume o tribunal do trigésimo século. Quando a família — pressionada pela doença terminal do pai, magnata industrial — força a entrada de Werner, o irmão mais novo, e da sua mulher Johanna no quarto, todo o edifício de mentiras começa a desmoronar. Sartre constrói uma tragédia familiar de andar elevado em que cada personagem é simultaneamente juiz e arguido, e em que o pai-patriarca surge como figura totémica de uma Alemanha que se recusa a olhar para o que fez.
Peça essencial para compreender o teatro filosófico de Sartre na sua maturidade, com leituras transversais sobre o nazismo, o colonialismo, a tortura e a memória. Estudiosos do existencialismo aplicado à política, do drama familiar pós-bélico e do teatro francês dos anos cinquenta encontrarão aqui um dos seus textos fundadores.
Ficha Técnica
Título: Os Sequestrados de Altona
Autor: Jean-Paul Sartre
Editor: Publicações Europa-América
Páginas: 180
Idioma: Português
Estado: Bem conservado
Notas: Edição de bolso






