Infortúnios Trágicos da Constante Florinda / Gaspar Pires de Rebelo

Obra-prima da prosa de ficção barroca portuguesa, originalmente publicada em duas partes (1625 e 1633), de Gaspar Pires de Rebelo (c. 1585–1642), clérigo da Ordem de Santiago activo no Alentejo.

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Descrição

Obra-prima da prosa de ficção barroca portuguesa, originalmente publicada em duas partes (1625 e 1633), de Gaspar Pires de Rebelo (c. 1585–1642), clérigo da Ordem de Santiago activo no Alentejo. A presente edição vem prefaciada por Nuno Júdice, que sublinha a singularidade desta «novela de amor e aventuras peregrinas» como um dos textos mais notáveis das letras seiscentistas portuguesas. A obra cruza modelos: a epopeia em prosa grega da Antiguidade, o romance bizantino e a novela de cavalaria ibérica, no quadro da Contra-Reforma.

Florinda, donzela de nobre origem, é separada do amado Arnaldo, que julga morto. Recusando casar com qualquer outro, abdica do nome e da fortuna e parte pelo mundo travestida de homem, em peregrinação sem destino prefixado. À sua volta multiplicam-se episódios de infortúnio — em particular os de Artêmia, que percorre boa parte da narrativa —, num desfile de naufrágios, cativeiros, separações e reencontros que põem à prova a constância como virtude cardeal. Pires de Rebelo escreve segundo as preceptivas do seu tempo, colocando o deleite ao serviço do «escarmento» moral: cada infortúnio gera um exemplo, cada exemplo cristaliza em aforismo. A acumulação de episódios e o entrelaçamento de fios narrativos compõem um fresco em que o erudito e o popular dialogam.

Leitura indicada a estudiosos da literatura portuguesa do século XVII, a bibliófilos da literatura portuguesa antiga e a leitores curiosos sobre as origens da ficção em prosa em língua portuguesa, ainda pouco frequentadas fora da academia.

Ficha Técnica
Título: Infortúnios Trágicos da Constante Florinda
Autor: Gaspar Pires de Rebelo
Editor: Teorema
Páginas: 514
Idioma: Português
Estado: Bem conservado

Detalhes