Em Sítio Algum / Ângela Ferreira

“Em Sítio Algum” de Ângela Ferreira é um catálogo de exposição bilingue (português e inglês) que oferece uma apresentação abrangente e crítica da obra da artista, focando-se em temas cruciais como o urbanismo , a política e as complexas questões do deslocamento e intercâmbio cultural.

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Descrição

“Em Sítio Algum” de Ângela Ferreira é um catálogo de exposição bilingue (português e inglês) que oferece uma apresentação abrangente e crítica da obra da artista, focando-se em temas cruciais como o urbanismo, a política e as complexas questões do deslocamento e intercâmbio cultural. Publicado em 2003 pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC) para acompanhar a exposição homónima com curadoria de Pedro Lapa, este livro é uma ferramenta essencial para a compreensão da prática artística de Ferreira.
A obra reúne 11 trabalhos produzidos entre 1992 e 2003, além de um novo projeto, e inclui ensaios dos curadores Pedro Lapa e Andrew Renton, que aprofundam a relação da artista com a arquitetura modernista fora do cânone ocidental. A artista escrutina como a estética modernista é alterada e adaptada a contextos sociais, políticos ou geográficos específicos, levantando questões sobre a transposição de estilos e as suas implicações culturais.
Visualmente apelativo, o catálogo reflete a natureza das instalações de Ferreira, que frequentemente combinam esculturas de aspeto modernista com textos, fotografias e vídeos, estimulando o espetador a articular questões complexas sobre a memória, a reificação e o sentido de pertença. É, em suma, um documento erudito e fundamental para quem se interessa pela arte contemporânea portuguesa e pelas suas ligações às narrativas pós-coloniais e globais.

«Esta é a primeira exposição antológica do trabalho de Ângela Ferreira. Desde o início da década de 90 que tem vindo a desenvolver projectos que interrogam as possibilidades críticas da prática escultórica her­dada da modernidade e se confrontam com a deslocação de referên­cias de natureza cultural e política.

A sua dupla nacionalidade, portu­guesa e sul-africana, e sobretudo dupla vivência de ambas realidades, não será alheia à sensibilidade e reflexão sobre os lugares das trocas culturais, dos jogos de forças e poderes configuradores das identidades. No contínuo estranhamento com que os objectos, imagens, memórias e arquitecturas são organizados nos seus trabalhos pode­mos descortinar uma estratégia de interrogação que não se circuns­creve a qualquer determinação culturalista, antes implica e confron­ta o mais íntimo do sujeito com os movimentos do mundo. Habitar esse lugar instável que, no fundo. subjaz a qualquer ordem ou identidade cultural e a todo o momento dela difere é o que realiza o trabalho escul­tórico de Ângela Ferreira.
Muitos foram os que colaboraram e tornaram possível esta exposição. Gostaria de apresentar os meus vivos agradecimentos a todos os emprestadores de obras representadas que connosco compartilham a oportunidade de as ver expostas publicamente.

A equipa do Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea foi, como sem­pre de um profissionalismo inexcedível. Sofia Nunes e Emília Tavares, organizaram toda a produção e Nuno Ferreira de Carvalho, a edição e a comunicação, todos foram gratos participantes com propostas que enriqueceram o trabalho realizado. Maria de Aires Silveira organizou o registo e a conservação; Alberto Júlio projectou o programa pedagó­gico; Benvinda Silva e Angelina Pessoa secretariaram esta exposição.
Thomas Mulcaire foi um importante apoio na Cidade do Cabo, aquan­do de parte da sua preparação.
Andrew Renton, desde longa data conhecedor do trabalho da artista, redigiu para o catálogo um magnífico texto que descobre significações subtis e determinantes do trabalho da artista.
O suporte financeiro do Mecenas Institucional do Museu do Chiado – MNAC. a Fundação Banco Comercial Português, permitiu esta realização, pelo que desejo expressar o meu profundo reconhecimento. Para Ângela Ferreira vão os meus maiores agradecimentos pela pos­sibilidade de descobrir e partilhar uma obra absolutamente singular.»

Pedro Lapa

Estado: Bem conservado

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