Dias Felizes / Samuel Beckett
Esta é a história de Winnie, a patética, aquela que, enterrada no solo, daí comanda o seu mundo de objectos e ilusões e neles integra o seu amor perdido, o seu amor nunca ganho. Winnie, a que está ali, ilusoriamente resistindo à passagem do tempo.
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Descrição
Dias Felizes é uma das peças mais célebres de Samuel Beckett (Irlanda, 1906–Paris, 1989), Prémio Nobel da Literatura em 1969 e figura central do teatro do absurdo. Escrita entre 1960 e 1961, a peça estreou em Nova Iorque numa encenação de Alan Schneider e rapidamente se impôs como uma das obras dramáticas mais poderosas do século XX. Em Portugal, a tradução foi estreada por Glicínia Quartin na Casa da Comédia em 1968, numa encenação de Artur Ramos.
A peça apresenta Winnie, uma mulher enterrada até à cintura num monte de terra sob um sol implacável, que preenche os seus dias com gestos rituais — escovar os dentes, aplicar batom, vasculhar a mala — e com um monólogo ininterrupto dirigido a Willie, o marido quase invisível e praticamente mudo. No segundo acto, Winnie surge enterrada até ao pescoço, reduzida à palavra como último reduto de existência. Beckett explora com brutal ironia a capacidade humana de encontrar motivos de contentamento mesmo nas circunstâncias mais desesperadas, compondo uma meditação sobre o tempo, a memória e a persistência do viver.
Leitura fundamental para apreciadores de teatro contemporâneo, estudiosos de Beckett e de dramaturgia do absurdo, e para leitores que procurem textos que desafiam as convenções e interrogam a condição humana com lucidez e compaixão impiedosa.
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Estampa, 2010. Com 62 p. ; 21 cm; Broch.
[Como novo]
Estado: Bem conservado
Detalhes
- Autor/a:Samuel Beckett






