A Severa / Júlio Dantas
Foi primeiro publicada enquanto peça de teatro em 1901, tendo sido adaptada mais tarde a romance, opereta e depois ao cinema. O volume que o Público edita é o romance, cuja 2.º edição datada de 1925, anuncia o 7.º Milhar, número espantoso para a época.
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Descrição
A Severa, de Júlio Dantas (1876–1962), é uma das obras mais emblemáticas da literatura e da cultura popular portuguesas, indissociável da mitologia do fado e da Lisboa oitocentista. Publicada inicialmente como peça de teatro em 1901, a obra conheceu sucessivas adaptações — a romance, a opereta e ao cinema, tendo o filme de José Leitão de Barros (1931) sido o primeiro filme sonoro português. O presente volume corresponde à versão romanesca, cuja segunda edição, datada de 1925, anunciava já o sétimo milhar, número notável para a época.
A narrativa recria a lenda da fadista Maria Severa Onofriana, a cantadeira do Mouraria cuja relação com o Conde de Vimioso simboliza o encontro entre o povo e a aristocracia. Dantas utiliza o calão lisboeta com mestria, conferindo à prosa um realismo linguístico que a distingue da produção literária coeva. No prefácio, regista-se que a primeira edição fora editada em fascículos, mais de duas décadas antes.
Peça fundamental para coleccionadores de literatura portuguesa, estudiosos do fado e da cultura popular lisboeta, este volume interessa igualmente a historiadores da vida social e artística de Portugal entre os séculos XIX e XX. Documento literário de inegável valor patrimonial, testemunho da fortuna editorial de uma obra que atravessou décadas e gerações de leitores portugueses.
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A Bela e o Monstro, 2017. Com 376 p; 19 cm; Broch.
[Novo]
Estado: Bem conservado
Detalhes
- Autor/a:Júlio Dantas






