A Ideia de Justiça em Antero de Quental / Maria João Cabrita

Da autoria de Maria João Cabrita, investigadora dedicada à filosofia política e à história das ideias, com trabalhos sobre María Zambrano, Hannah Arendt e as teorias contemporâneas da justiça, este ensaio — prefaciado por Fernando Catroga — debruça-se sobre o pensamento de Antero de Quental (1842-18

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Descrição

Da autoria de Maria João Cabrita, investigadora dedicada à filosofia política e à história das ideias, com trabalhos sobre María Zambrano, Hannah Arendt e as teorias contemporâneas da justiça, este ensaio — prefaciado por Fernando Catroga — debruça-se sobre o pensamento de Antero de Quental (1842-1891), o grande poeta-filósofo da Geração de 70 e uma das consciências mais inquietas do seu tempo.

O ponto de partida é a convicção de que Antero nunca concebeu a filosofia como actividade distinta dos seus efeitos práticos, fazendo a autora desse trânsito entre especulação e acção a coluna vertebral do seu estudo. A partir daí, reconstitui o percurso intelectual do pensador açoriano e detecta a crescente afirmação do cariz monadológico da sua ontologia, indicando Proudhon como mediador do encontro natural de Antero com Leibniz. Mostra como esse caminho responde às dificuldades sentidas em meados da década de 1870 para integrar, superando-a, a representação do mundo e da vida erguida sobre um uso ilegítimo das conclusões das ciências, e como dele emerge a ideia de justiça erigida em arquétipo e princípio ordenador.

Estudo de fôlego sobre uma dimensão menos divulgada da obra anteriana, a obra interessa a estudiosos da filosofia portuguesa, da Geração de 70 e da história das ideias, bem como a quantos procuram compreender as raízes filosóficas do pensamento sobre a justiça em Portugal.

Ficha Técnica
Título: A Ideia de Justiça em Antero de Quental
Autor: Maria João Cabrita
Editor: Íman Edições
Páginas: 237
Idioma: Português
Estado: Bem conservado

Detalhes