A Consciência Nua e Abandonada / Joaquim Manso

Ensaio filosófico-moral publicado no apogeu da produção literária de Joaquim Manso, jornalista fundador do Diário de Lisboa e figura controversa do panorama intelectual português.

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Descrição

Ensaio filosófico-moral publicado no apogeu da produção literária de Joaquim Manso, jornalista fundador do Diário de Lisboa e figura controversa do panorama intelectual português. Escrito num registo confessional e intimista, o volume constitui uma meditação sobre a condição existencial do homem moderno, despojado das certezas teológicas e confrontado com o vazio metafísico da secularização. Manso, antigo sacerdote reduzido ao estado laical após a implantação da República, elabora aqui uma fenomenologia da consciência desprotegida, oscilante entre o ceticismo agnóstico e a nostalgia do sagrado. A obra insere-se na tradição ensaística portuguesa de pendor espiritualista, dialogando com o cristianismo heterodoxo de Antero e a inquietação religiosa de Pascoaes. Embora associado ao grupo conservador “lepidóptero” — que incluía João de Barros e Júlio Dantas — e alvo da ironia mordaz de Pessoa e Sá-Carneiro (que o apelidaram “Reverendo Manso”), Joaquim Manso desenvolve neste opúsculo uma reflexão sincera sobre angústia, solidão e transcendência, oferecendo um testemunho raro da crise espiritual portuguesa entre-guerras, documento valioso para compreender as tensões ideológicas do Estado Novo nascente.


Ficha Técnica

Título: A Consciência Nua e Abandonada
Autor: Joaquim Manso
Editora: Livraria Bertrand
Ano de Publicação: 1938 (1ª edição)
Idioma: Português
Páginas: 235

Detalhes