Romanceiro Português da Tradição Oral Moderna – Versões Publicadas Entre 1828 e 1960

Estudo introdutório, organização e fixação de Pere Ferré com a Colaboração de Cristina Carinhas, Ramon dos Santos de Jesus e Eva Parrano.

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Descrição

O Romanceiro, recolhido na tradição oral moderna portuguesa desde os anos vinte do século XIX até ao presente, tem as suas raízes na Idade Média. Pese embora as diversas opiniões formuladas pela crítica sobre as suas origens, o carácter medieval deste género é, sem dúvida alguma, um dos seus poucos traços indiscutíveis.
Desde os primeiros esboços críticos modernos, divulgados por pré-românticos e românticos, até ao presente, o Romanceiro tem sido encarado como um dos géneros nascidos durante a Idade Média e transmitido, ora pela letra, ora pela voz, ou mesmo por ambas, até hoje.
Compartilha com poemas épicos medievais elementos da sua estrutura e, nalguns casos até, dos seus temas. Das baladas europeias, também medievais, toma o estilo mais lírico bem como, através de profunda readaptação, algumas das suas fábulas. Mas de ambos, e no fundo da época, retira o seu carácter memorial, modo específico de conservação de grande parte da poesia medieval.
Assim, se difícil é datar, com precisão, os primeiros romances, não oferece qualquer dúvida que este género poético já proliferava no primeiro quartel do século XV, vivendo, a partir daí, ininterruptamente, até aos nossos dias.

(Da nota preliminar de Pere Ferré)