OTAN, Resultados e Futuro sem Perspectivas

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Descrição

A década de 70 de século XX entrará na história das relações internacionais como um período de profundas transformações positivas na arena mundial. O lugar do período alarmante, quando sobre a humanidade pairava a ameaça directa de uma guerra mundial nuclear com foguetões, foi ocupado pelo desanuviamento internacional, pela progressiva regularização dos agudos e complexos problemas mundiais, que envenenaram muitos anos a atmosfera política no mundo. Realiza-se uma histórica viragem da «guerra fria«, da aberta hostilidade e desconfiança nas relações mútuas entre os países socialistas e capitalistas, para o estabelecimento e ampliação da multifacetada e mutuamente vantajosa cooperação prática entre os Estados com diferentes sistemas sociais. Na consciência dos círculos políticos, da vasta opinião pública e das massas populares penetra cada vez mais profundamente a compreensão da inadmissibilidade da solução das contradições internacionais através da guerra. Avançou consideravelmente a causa da segurança na Europa onde, através de esforços conjugados dos Estados europeus, se conseguiu tornar irreversíveis os resultados da Segunda Guerra Mundial e fixá-los numa forma jurídica internacional. No entanto seria errado afirmar que a paz no mundo inteiro, inclusive na Europa, já esteja garantida de modo seguro e sólido. Ainda existem forças influentes que dispõem de grandes recursos económicos e militares, continuam a pensar a partir das posições da «guerra fria» e se pronunciam activamente contra o desanuviamento. A actividade dessas forças revela-se de forma concentrada no Bloco do Atlântico Norte (O.T.A.N.), que no decurso de todo o período de sua existência — quase trinta anos — tem sido o iniciador da corrida aos armamentos, o principal obstáculo na via do fortalecimento da paz e da segurança internacional. Por muito que se mascarem os estrategas e os apologistas da política do Bloco do Atlântico com a fraseologia pacífica, a actividade da 0.T.A.N, cria uma séria ameaça para todos os povos europeus e para toda a humanidade. Em Maio de 1975 o mundo comemorou o 30.° aniversário da vitória sobre a Alemanha nazi. Naquela data os homens não só recordaram a tragédia do passado, mas sentiram uma vez mais com uma agudeza especial a necessidade da intensificação da luta pela manutenção da paz, contra o perigo de guerra que representa a O.T.A.N. Fiel aos princípios da política externa pacífica elaborados pelo fundador do Estado soviético, Vladímir Ilitch Lénine, a União Soviética pronuncia-se firmemente pela garantia da segurança europeia e internacional e por tornar o desanuviamento irreversível. «Não existe objetivo mais importante e nobre, disse o Secretário Geral do C.C. do P.C.U.S. Leonid Bréjnev, do que assegurar um céu limpo e pacífico por sobre todo o nosso planeta. Em nome disso não se deve poupar nenhum esforço e trabalho». A política da O.T.A.N., à corrida aos armamentos, à divisão de mundo em blocos militares e grupos isolados, a União Soviética contrapõe a linha da vasta cooperação internacional, do desarmamento, da criação de sistemas de segurança colectiva na Europa e noutros continentes; linha essa que corresponde aos interesses vitais de todos os povos. No conhecido Programa de Paz, apresentado pelo XXIV Congresso do P.C.U.S., foram formuladas as tarefas concretas, cuja realização está destinada a salvar a humanidade de uma nova guerra mundial e a assegurar urna vida de paz a todos os povos do planeta. Essas tarefas são reais e algumas delas já foram solucionadas com êxito. No nosso tempo, com os esforços conjugados de todos os que desejam a paz, pode-se vencer, sem dúvida alguma, a resistência dos círculos militaristas da O.T.A.N., de todos os inimigos do desanuviamento e tornar realidade o sonho secular da humanidade — criar um mundo sem armas e sem guerras.