O Ar da Manhã / António Gancho

10.00 

1 em stock

Descrição

Aos cinquenta e quatro anos, a maioria dos quais passados em hospitais psiquiátricos, António Luís Valente Gancho confirmou-se como uma revelação poética de primeira água que a antologia de Herberto Helder Edoi Lelia Doura já pusera em fluência.
Em O Ar da Manhã, aqui na sua primeira edição, a poesia entroncou em cada uma das palavras e frases que a pronunciam. Por isso assistimos à surpresa de cada poema, à intensidade por vezes sensual de cada verso, ainda que aparentemente desconcertante, ou revelando a corrente descontínua de uma emoção rodeada de muros altos.
António Luís Valente Gancho nasceu em Évora em 1940. Cedo começou a passar temporadas de internamentos em estabelecimentos psiquiátricos, tendo ficado até à sua morte na Casa de Saúde do Telhal. Escritor de uma linguagem inconfundível, fez parte da geração de surrealistas que frequentavam o Café Gelo, como Mário Cesariny ou Herberto Helder. Da sua mão, conhecemos o romance “As Dioptrias de Elisa” (1990) e “O Ar da Manhã”, colectânea dos seus poemas. Morreu a 2 de Janeiro de 2006.

Detalhes: