Limite de Idade / Vitorino Nemésio

Exemplar não contém o disco com poemas ditos pelo autor.

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Descrição

Vitorino Nemésio une perfeitamente o humor negro, a poesia e as ciências naturais no livro “Limite de Idade”. O autor inicia-o com Epígrafe, onde expõe o frio da senilidade:
«Aproveito o poente enquanto há sangue lampo/ E, ambos surdos à borda da lareira, / Atiço positrões improváveis no campo.», e suplica à Adrenalina: «Leva-me lenta ao porto/ Da Morte…».

Também, em Epigrafe, o autor não tem escrúpulos em versejar sobre as doenças que o acompanham. Nemésio refere-se amiúde a bactéria Escherichia coli. À Epígrafe segue-se Canada-Flight (as viagens entrópicas do poeta pelas grandes cidades do Canadá). O livro culmina com o Cão Atómico, etc, e bio-poemas.
Neste último subcapítulo o poeta não esquece a decadência sentimental da Europa:
«Eurátamo da Europa, sem núcleo, / Neutrão sem massa, / Erva de Átila em que tudo calca e passa,/ Tu, que deste a cabeça ao Toiro/ E a Jove a mão, / Onde puseste o coração?»,
e os perigos da energia nuclear em mãos demoníacas:
«…O Senhor teve pena do seu servo/ E guiou a mão de Becquerel/ E pôs um raminho de polónio/ Ao peito de Madame Curie,/ Mas veio o Diabo e queimou tudo/ Num cogumelo venenoso / E imitou o chumbo no plutónio/…»

Detalhes:

Idioma: Português

Editora: Estúdios Cor

Ano: 1971

Nº Edição:

Descrição Física: 126 [3] p. ; 20 cm

Colecção: Auditorium