Geografia Sentimental : História, Paisagem, Folclore / Aquilino Ribeiro

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Descrição

Aquilino Ribeiro, na Primavera de 1951, os sessenta e seis anos feitos, volta à sua terra, não exactamente a esse território paroquial do Carregal ou da Soutosa que a ambos, quase, podemos chamar berço, mas às Terras do Demo, essa pátria de mais largas fronteiras cujos limites ele estabelece mediante essa metafórica medida, o badalar do sino, talvez o Barradas, da torre do Carregal, que ecoava a seus ouvidos desde o berço, nas manhãs de Domingo, chamando para a missa, ou quando badalava ao Senhor Fora, quando ecoava na limpidez do ar das alegres manhãs de Páscoa, quando o seu cavo badalar era triste na despedida de um vizinho que cumpria seus dias, quando, a rebate, anunciava a tragédia de um incêndio que devorava o tecto que era abrigo de um irmão, quando prevenia perigos como o efabulado toque dos sinos da Igreja do Mosteiro da Tabosa, os franceses apontando ao longe.

Roteiro chama Aquilino à sua Geografia Sentimental, porque agora é a sua alma que vagabundeia por esses lugares de que talhou, com verdade suprema, o território primevo, bárbaro e agreste das Terras do Demo onde jordaneou no estimulante tempo da sua juventude entrecortada de ausências penosas e estranhas.

Aquilino agora não faz história, diz ele a João Pereira da Rosa, o respeitado Director de O Século, a quem dedica o livro.

Detalhes:

Idioma: Português

Editora: Bertrand

Ano: 1951

Nº Edição:

Descrição Física: 362 p. ; 19 cm