Diário de Che Guevara

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Descrição

Começa hoje uma nova etapa. Chegámos pela noite à fazenda. A viagem foi bastante boa. Logo que entrámos, convenientemente disfarçados por Cochabamba, Pachungo e eu estabelecemos os contactos e viajámos de jipe, em dois dias e dois veículos. Ao chegarmos perto da fazenda detivemos os jipes e só um deles se acercou para não atrair as suspeitas de um proprietário vizinho, que murmura sobre a possibilidade de que a nossa empresa se dedique ao fabrico de cocaína. Como dado curioso, o inefável Tumaini é apontado como o químico do grupo. Ao seguir rumo à fazenda, na segunda viagem, Bigotes, que acabava de se inteirar da minha identidade, quase enfia por um precipício, deixando o jipe varado à beira de um barranco. Caminhámos uns 20 quilómetros, chegando à fazenda — onde há três trabalhadores do partido — já passava da meia-noite. Bigotes mostrou-se disposto a colaborar connosco, faça o partido o que fizer, mas revela-se leal a Monje, a quem respeita e parece estimar.  Segundo ele, Rodolfo está na mesma disposição e outro tanto sucede com EL Coco, mas é preciso conseguir que o partido se decida a lutar. Pedi-lhe que não informasse coisa alguma ao partido até à chegada de Monje, que está em viagem para a Bulgária e nos ajudará quando regressar ; acedeu a ambas as coisas. (…)

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