Cine-Romance / Roger Grenier

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Descrição

ROGER GRENIER, nascido em Caen em 1919, publicou o seu primeiro livro «Le Rôle d’accusé» em 1949. É autor de vários romances distinguidos pelo público e pela crítica, entre os quais se salientam «Les Embuscades» e «Le Palais criliver». Nesta obra primorosa, CINE ROMANCE, fala-nos com ternura do Magic Palace, cinema de bairro anexo a um dancing, construído pelo «tio» La Flèche, campónio com alma de saltimbanco. Nos anos trinta a sala passa para as mãos dos Laurent, pequeno-burgueses sonhadores que, apesar do seu entusiasmo inicial, não tardam a naufragar. Porque o Magic Palace, situado nos arredores, para além do rio, num local que já não é cidade mas que também ainda não é campo, não tem público e é desprezado por toda a gente. Contudo, com o seu velho projector quase pré-histórico, sempre avariado e necessitado de peças, as suas desconfortáveis poltronas de madeira, o seu reduzido pessoal provinciano, a sua decoração ridícula e os maravilhosos filmes americanos daquele tempo — «Pesquisadores de Ouro» ou «A Viagem sem Regresso» — o cinema oferece sonhos bastantes para fascinar um adolescente, François, filho dos Laurent, que se dedica de corpo e alma a esse mundo quimérico. O Magic Palace ensina-lhe o amargor real da vida e o consolo ilusório do espectáculo. Muitos outros serão também deslumbrados por essa miragem. Pois a história do Magic Palace não se limita às desventuras de uns proprietários ingénuos ou às ilusões de um jovem sonhador. Também Clark Gable, Joan Crawford, Laurel e Hardy • «Os Marinheiros do Cronstadt» se tornam tio familiares como Léon Lavie, o gordo projeccionista, ou como Yvonne Lahitte, meio operária, meio camponesa. São as reuniões políticas onde se vêem desfilar antigos cornbatentes, anarquistas, comunistas. É a maratona de dança, que acabe como começa, deixando no palco uma vitima comovente, Christine, dançarina profissional. É o professor de Filosofia, conhecedor teórico da arte cinematográfica que 59 contrapõe às noções práticas de François. São as atracções distantes de um estranho faquir e da sua mãe-ajudante de seios descobertos. Sem falar de uma velha glória do cinema mudo, Francis Maréchaux, que ressuscita de. súbito, em «carne e osso». Mais ainda do que os homens e as mulheres, personagens cujo papel é transitório no livro, é o Magic Palace o verdadeiro herói deste romance. A sua história lê-se tal como um hino ao cinema, uma crónica melancólica em que se exalta essa «fábrica de sonhos e aventura» e que não poderá deixar insensíveis aqueles que o amam ou que o amaram um dia. Este livro não é apenas um romance. E também um espectáculo.
A ele foi justissimamente atribuído em França o PRÉMIO MEDICIS de 1972.

 

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