Bodas Vermelhas / Pedro Homem de Melo

Prefácio muito interessante de Júlio Dantas onde ele afirma que Pedro Homem de Mello é um “(…) poeta de alta estirpe, justamente considerado um dos mais representativos cultores do moderno lirismo português(…)”.

 

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Sobre o Livro

BODAS VERMELHAS

As almas pedem luz. Apodrecida
A noite dorme, quieta, em seu armário.
Cantai sem medo! A cruz foi no Calvário
Que Deus a ergueu, como a anunciar a vida!

Cantai, rapazes! E essa juventude
Que não foi a minha, seja, ao menos, a vossa!
Que dentre todos, um, ao menos, possa
Quebrar tanto silêncio que ainda ilude!

As asas só são asas quando há vento.
Cantai! Cantai na força dos vinte anos!
Cantai! Cantai! Ingénuos, mas humanos,
Com lábios rubros de prometimento!

Não morrer hoje, que importância tem?
A paz, às vezes, lembra-nos veneno…
E tudo é falso no país sereno
Que não se bate nunca por ninguém.

Detalhes do produto

Ano: 1947

Nº Edição:

Descrição Física: 171 p. ; 18 cm

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