A Nova Humanidade da Intuição / C. Jinarajadasa

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Descrição

Jinarajadasa fala-nos da nova humanidade da intuição, cujas características são bem diferentes das da humanidade actual.
Como procede a ‘intuição’? Identificando-se com o indivíduo que deseja compreender; unificando-se com os seus sentimentos e pensamentos; penetrando os seus problemas e anseios. Pela intuição o homem é mais capaz de apreender a essência das coisas, as causas dos actos alheios e, portanto, sente uma maior predisposição para a indulgência e para a caridade.
Dizia Bergson: “A intuição leva-nos à verdadeira intimidade com a vida, com o mesmo êxito absoluto com que a inteligência nos guia nos segredos da matéria”. Para este filósofo, como para nós próprios, a intuição é ainda mais importante do que a inteligência. De um modo geral, todas as pessoas têm lampejos desta maravilhosa faculdade; é, porém, nos artistas que ela se manifesta de uma maneira mais plena através de uma visão interpretativa da Vida. Mas os representantes da Humanidade intuitiva são os Grandes Instrutores que veem sempre o uno na diversidade e
defendem o Amor como fonte inexaurível de Bênçãos para o mundo. A Intuição corresponde a Budhi, um dos sete princípios do homem, e pode ser despertada por vários métodos:
1) Contemplar um Todo – a intuição manifestar-se-á tornando-o vivo e dinâmico;
2) desenvolver o sentimento da Ternura – é mais fácil a intuição manifestar-se numa alma afectuosa e compassiva do que num espírito orientado por princípios de grande severidade e rigidez;
3) entrar em contacto com a Natureza – comungar com a Natureza é unirmo-nos à Vida Universal, de que trazemos em nós uma parcela. Certamente que todos vós haveis experimentado esse sentimento de plenitude e ao mesmo tempo de reverência e gratidão que nos invade quando do alto de uma montanha ou à beira do mar contemplamos a vastidão infinita da Natureza e sentimos a poderosa efusão do Belo derramar-se nas nossas almas.
A Arte é, portanto, outro meio de desenvolver a intuição. Todo o homem oculta em si o artista, por muito rudimentar que pareça a sua intuição do Belo. Como Teósofos temos o dever de cultivar o Belo, de nos impregnarmos de Beleza, de proporcionarmos aos outros oportunidades de a viverem também.