A Gravata Berrante / Artur Portela Filho

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Descrição

“A primeira pancada atingiu-o num ombro. A segunda, na cabeça. A terceira, nos rins. A quarta não o atingiu. A quarta deu-a ele e não atingiu ninguém. Reinaldo G. caiu de roldão. Reinaldo G. abriu um olho e berrou:
– Mas que é isto?!…
Foi então que lhe deram um pontapé. Um pontapé tremendo. Reinaldo G. contou-os. Eram três. Reinaldo G. era um. Reinaldo G. ia gritar por socorro. Não gritou. Reinaldo G. cuspiu sangue. Sangue e um dente. Aquilo resolvia-se. Era só levantar-se. Explicar-lhes. Havia ali confusão. Reinaldo G. não fizera mal. A ninguém. Nunca.
– Por favor…

Estes são os primeiros parágrafos da narrativa inicial deste livro de Artur Portela Filho. Narrativa que assim termina:
«Era isso. Ele só tinha de estar quieto. Nem pensar, nem protestar, nem nada. Reinaldo G. sabia agora tudo.
E, no entanto, fechou nas mãos a gravata berrante.»

Detalhes:

Idioma: Português

Editora: Arcádia

Ano: 1960

Nº Edição:

Descrição Física: 149 [3] págs. ; 18 cm