A Armadilha do Suez / Henri Azeau

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Descrição

Na madrugada de 5 de Novembro de 1956, algumas centenas de pára-quedistas britânicos e franceses foram largados sobre Port-Said e Port-Fouad. Passadas algumas horas, o marechal Buiganine, então chefe do Governo soviético, enviava aos Governos britânico, francês e israelita um ultimatum para a cessação das operações e avisava o presidente dos Estados Unidos dos riscos de uma guerra mundial. que este país ficava agora como sendo O único a poder evitar. O ultimatum soviético caiu como uma bomba nas capitais do Ocidente. Revelava-se a armadilha. Enquanto o grosso das forças franco-britânicas se empenhava na sua cruzada do Médio Oriente, a frente europeia ficava desguarnecida e um impressionante exército russo fazia uma demonstração de força na Hungria. Entretanto, em Washington, o National Security Council, reunido em sessão, elaborava um relatório, que remeteu ao presidente Eisenhower, o qual, em seguida. enviava para a Europa uma nota cominatória. À recepção desta nota, o primeiro–ministro britânico decidiu o cessar-fogo. no prazo de doze horas. E, no preciso momento em que a dramática nota chegava a Londres e Sir Anthony Eden tomava a sua extrema decisão, o grosso das forças franco-britânicas desembarcava nas praias do Egipto. Demasiado tarde…

Estas vinte  quatro horas constituem a jornada-chave do caso do Suez, que não é, no entanto, possível explicar totalmente num tão breve lapso: há o Canal, a sua construção, as disputas e os lucros da Companhia Universal; há o Egipto reduzido a escravatura, os judeus que procuram uma pátria, a criação do Estado de Israel; há o renascimento do Egipto sob a direcção dos «Oficiais Livres», o Pacto de Bagdad, a nacionalização do Canal e tudo o que daí adveio; há ainda as manobras diplomáticas, as intervenções russa e americana, o abandono perante os objectivos e consequências próximas e longínquas do que foi a armadilha do Suez.