La Rose de Sable / Henry de Montherlant

La Rose de sable é o grande romance anticolonialista de Henry de Montherlant, redigido entre Agosto de 1930 e Fevereiro de 1932, sobretudo em Argel, mas mantido em gaveta durante mais de três décadas.

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Descrição

La Rose de sable é o grande romance anticolonialista de Henry de Montherlant, redigido entre Agosto de 1930 e Fevereiro de 1932, sobretudo em Argel, mas mantido em gaveta durante mais de três décadas. Segundo o próprio autor, foi a Exposição Colonial de Paris de 1930 que o decidiu a escrever um romance cujo protagonista encarnasse o confronto entre o colonialismo mais tradicional e o anticolonialismo. Prudente, Montherlant recusou publicá-lo enquanto o assunto pudesse ter consequências: uma primeira versão saiu em 1938 sob pseudónimo e em tiragem reservada, e só em 1968, concluída a descolonização, se decidiu a dar a lume o texto integral, declarando que a obra podia então ser lida como documento histórico.

O protagonista é o tenente Auligny, oficial de inteligência mediana e educado em ideias excelentes mas estreitas. Em 1931, aquartelado em França, é a mãe, filha de general, que intriga para o fazer colocar em Marrocos, na esperança de que ali ganhe galões ou a cruz. Auligny chega indiferente à questão norte-africana e assume o comando de um posto perdido no sul do país. Tudo se altera quando se liga a uma jovem beduína por quem se apaixona: através dela começa não tanto a pensar a questão colonial como a senti-la, e quanto mais a sente mais lhe parece que os autóctones têm razão em defender o seu solo. Anunciado o combate que lhe poderia valer a condecoração, faz-se doente para não pegar em armas.

Ao lado de Auligny move-se Guiscart, pintor cínico que vê nas colónias apenas ocasião de prazer e evasão, e que prefigura o Costals dos Jeunes Filles. Montherlant não idealiza campo algum: retrata com a mesma acuidade a mesquinhez desdenhosa da administração colonial e a parte de ilusão do próprio idealismo do tenente. Obra maior sobre o Magrebe do protectorado e sobre os encontros civilizacionais falhados.

Estado: Bem conservado

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